
Já faz muito tempo. Num velho navio que aportou em Luanda chegava uma família numerosa. Era eu então um adolescente virgem de tudo, menos em astúcia e
sutil audácia. Desci as escadas do barco e já na Avenida Marginal, olhando em redor, meu coração se contraiu com a imagem dos negrinhos descalços, praticamente nus,sujos de poeira que os automóveis levantavam do pavimento ainda por asfaltar. Minha mãe num quase soluço ainda teve coragem para dizer ao meu pai:
-Para onde tu nos trouxeste!
Naquele tempo os portugueses eram os senhores, os colonizadores, os donos da "jogada".
Dali a um tempo movimentos de libertação empreenderam lutas e seria por outras vias que Angola é hoje um País independente.
Antes disso,porém já tarde, à força de grande pressão, Portugal percorreu um grande caminho e a imagem negativa que tinha da minha chegada se tinha apagado.
Mas durou pouco essa onda colorida que atribuia ao povo de Angola melhores condições
já que a politica de Lisboa pretendia contrariar as opiniões daqueles que afinal,forçavam o afastamento lusitano para se infiltrarem e usufruir mais facilmente dos grandes recursos que aquele país africano suporta em seu subsolo, nomeadamente minerais ricos como o diamante e esse fluido que faz o mundo girar
- o petróleo!
Passados 3o anos, voltei a Luanda e fiquei horrorizado com o estagnamento de tudo, muito mais quando deparei que ainda havia negrinhos descalços, quase nus, sujos da poeira que os automóveis levantavam nas ruas esburacadas da cidade!
sutil audácia. Desci as escadas do barco e já na Avenida Marginal, olhando em redor, meu coração se contraiu com a imagem dos negrinhos descalços, praticamente nus,sujos de poeira que os automóveis levantavam do pavimento ainda por asfaltar. Minha mãe num quase soluço ainda teve coragem para dizer ao meu pai:
-Para onde tu nos trouxeste!
Naquele tempo os portugueses eram os senhores, os colonizadores, os donos da "jogada".
Dali a um tempo movimentos de libertação empreenderam lutas e seria por outras vias que Angola é hoje um País independente.
Antes disso,porém já tarde, à força de grande pressão, Portugal percorreu um grande caminho e a imagem negativa que tinha da minha chegada se tinha apagado.
Mas durou pouco essa onda colorida que atribuia ao povo de Angola melhores condições
já que a politica de Lisboa pretendia contrariar as opiniões daqueles que afinal,forçavam o afastamento lusitano para se infiltrarem e usufruir mais facilmente dos grandes recursos que aquele país africano suporta em seu subsolo, nomeadamente minerais ricos como o diamante e esse fluido que faz o mundo girar
- o petróleo!
Passados 3o anos, voltei a Luanda e fiquei horrorizado com o estagnamento de tudo, muito mais quando deparei que ainda havia negrinhos descalços, quase nus, sujos da poeira que os automóveis levantavam nas ruas esburacadas da cidade!

















