quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Mungueno ANGOLA - reposição


Já faz muito tempo. Num velho navio que aportou em Luanda chegava uma família numerosa. Era eu então um adolescente virgem de tudo, menos em astúcia e
sutil audácia. Desci as escadas do barco e já na Avenida Marginal, olhando em redor, meu coração se contraiu com a imagem dos negrinhos descalços, praticamente nus,sujos de poeira que os automóveis levantavam do pavimento ainda por asfaltar. Minha mãe num quase soluço ainda teve coragem para dizer ao meu pai:
-Para onde tu nos trouxeste!
Naquele tempo os portugueses eram os senhores, os colonizadores, os donos da "jogada".
Dali a um tempo movimentos de libertação empreenderam lutas e seria por outras vias que Angola é hoje um País independente.

Antes disso,porém já tarde, à força de grande pressão, Portugal percorreu um grande caminho e a imagem negativa que tinha da minha chegada se tinha apagado.
Mas durou pouco essa onda colorida que atribuia ao povo de Angola melhores condições
já que a politica de Lisboa pretendia contrariar as opiniões daqueles que afinal,forçavam o afastamento lusitano para se infiltrarem e usufruir mais facilmente dos grandes recursos que aquele país africano suporta em seu subsolo, nomeadamente minerais ricos como o diamante e esse fluido que faz o mundo girar
- o petróleo!

Passados 3o anos, voltei a Luanda e fiquei horrorizado com o estagnamento de tudo, muito mais quando deparei que ainda havia negrinhos descalços, quase nus, sujos da poeira que os automóveis levantavam nas ruas esburacadas
da cidade!

MEMÓRIAS DE LUANDA



Quando passei por Luanda, há muito, muito tempo, ou ainda ontem! Os portugueses derramavam ali suas fúrias e alimentavam derradeiras esperanças…a imprensa local era toda dominada, logo se vê, por jornalistas afetos ou lacaios do Governo em Lisboa.
Estava eu na minha adolescência e ainda, por vezes, envolvido por razões sem razão nenhuma, deixava-me levar ou enlevar por incrível propaganda e slogans como, por exemplo: “ ANGOLA É NOSSA” é "nossa", é "nossa" e seguia como refrão de uma música, quase hino, levado ao éter todos os dias na abertura e no fecho da então Emissora Oficial de Angola.
Como pleno estouro ou explosão ecoou o grito da liberdade pelas matas, sanzalas, vilas e cidades e o mundo relanceando os olhos fez tremer Lisboa, um pouco tarde mas ainda a tempo não suficiente para deixar de ser derramado sangue dos heróis já esquecidos.
Instalava-se, então, em 1962, o Consulado do Brasil em Luanda, que iria ser chefiado pelo ilustre diplomata Frederico Carlos Carnauba, que dois anos mais tarde, por razões absurdas (depois contarei) iria ser considerado "persona non grata" pelo Governo Geral de Angola, naquela época sob a chefia do General Deslandes.
Como filho de brasileiro, consegui de imediato, um contrato como Auxiliar Local - hoje, denominado, embora a mesma “m” Auxiliar Administrativo -naquela Repartição consular, chegando até, por questões políticas, a desempenhar o cargo de Vice-Cônsul, a.i, com "exequator" (que guardo destacadamente em meu orgulho e pendurado no lugar mais visivel da minha casa) assinado pelo então Ministro de Estado das Relações Exteriores, MARIO GIBSON BARBOZA; o que me levaria, mais tarde, à encarregatura do Consulado desde o Governo de Transição (quase) até o dia da Independência de Angola. Era então o Chefe da Divisão da Africa, no MRE, o Ministro Italo Zappa, que conheci pessoalente em Luanda. Vejam na "google" - BIOGRAFIAS - o gabarito que tinha este saudoso diplomata, que sempre se esforçou pela liberdade dos povos da África e a ele se deve todo o sucesso do Brasil nas relações com o Continente Africano.

E eu, aos trancos e barrancos, iria depois para Berlim, reiniciando a vida e atividade que ainda empurro até hoje. Razões ou vicissitudes inesperadas, levaram-me a servir também em Vigo, Porto e Lisboa onde, agora, um pouco trôpego, caminho subindo as ruas do Chiado.

continua

sábado, 7 de novembro de 2009

SOCORRO


Nesta altura em que apenas alguns passos me faltam para chegar ao lugar onde começa o declinar das emoções fortes ( pela fraqueza eminente dos anos que pesam, apenas no corpo ) enleva-me ainda o vício terrível de me importar com as coisas absurdas que me circundam...

Tinha prometido a mim próprio não mais falar ou apontar falhas do sistema e quedar-me somente nas minhas divagações ou referêncas pessoais, como exercício ou treinamento mental, salvaguardando-me do caruncho...

Mas pioraram as coisas para os cidadãos brasileiros necessitados de recorrer aos serviços do Consulado que, de repente, tão logo de repente, sem mais se importar com a necessária infra-estrutura, instalou um sitema eletrônico para a emissão de documentos, principalmente o passaporte biométrico . Tudo nos levava a crer que isso era bom e que além de representar a prova de que o MRE estaria empenhado numa maior e mais eficiente prestação de serviços aos cidadaõs brasileiros no exterior. Mas falhou, como falei, a infra-estrutura e tudo foi feito como diz o povo "a toque de caixa", à pressa! Sem a distribuição de máquinas em número suficiente e necessário treinamento adequado e a tempo dos funcionários. Foi tudo feito em dez dias repartidos entre o Porto e Lisboa numa correria misturada com o barulho das pessoas no Consulado e sem a seleção conveniente do pessoal operador que se cinge apenas a meia dúzia de funcionários. Logicamente, não seria possivel suspender o sistema anterior pelo implantado como seria conveniente e o que se esperou. Caso tivesse existido, repito: a conveniente infra-estrutura.

Assim, pode-se dizer, o Consulado está um verdadeiro caos. Não mais funciona nem poderia funcioar o sistema de agendamento através de celular ou mensagem eletrônica. O sistema não é - nem de longe - operacional ou eficiente. Falta pessoal e material. Porque sem isso a administração falha sempre. Chovem reclamações por todas as vias e, pessolmente, está ficando difícil para quem está diretamente em contato com o público. Têm-se verificado, lamentavelmente, situações caricatas a requerer pedido de socorro!!!!


sábado, 31 de outubro de 2009

A OEA E A CRISE HAITIANA -1991-1994. Irene Pessôa de Lima Câmara


Em setembro de l991, há precisamente 18 anos, eu deveria estar, com certeza, muito envolvido nalguma "questão transcendental" para que deixasse passar ao largo um acontecimento politico da maior importância para a democracia no mundo. Também é certo que, depois de ter vivido a guerra colonial em Angola, com todas as suas atrocidades fiquei insensível a qualquer acontecimento que, a partir daí, ocorria no Universo.

Deixei de ter curiosidade pelos avanços ou atrasos do universo e pouco ou nada me importa ainda que os americanos ou os russos tenham ido à Lua e consigam visitar Marte. Apenas na particularidade onde se envolve a conquista dos espaços e colocados os satélites que agora me proporcionam, esta deliciosa alegria de dentro da minha casa, sentado a uma secretária, a qualquer hora do dia ou da noite, poder consultar milhões de referências que me atualizam.

E foi assim numa consulta à "GOOGLE" que tomei conhecimento de um acontecimento no mundo que, como digo de início, passou ao largo da minha curiosidade: A OEA E A CRISE HAITIANA - 1991-1994. Certamente também não iria mais longe nessa minha pesquisa, não fosse uma referência que li sobre esse acontecimento e a publicação de um trabalho intitulado "EM NOME DA DEMOCRACIA" e que virou um tratado, publicado no Brasil e da autoria da diplomata Irene Pessôa de Lima Câmara.

Não é romance nem novela. É realmente e apenas um trabalho com reflexões importantes. O texto de excelente qualidade que era desconhecido do público e se tornou formidável base de ensino para os pesquisadores de temas deste gênero.

"Em 30 de setembro de 1991, O presidente constitucionalmente eleito do Haiti, Jean-Bertrand Aristide, foi destituído por um golpe militar..."
E parte daqui toda uma referência da melhor observação do acontecimento que em si, segunda a autora, não chegava "a surpreender ou primar pelo seu ineditismo"...


De tese para uma Obra de vulto. A autora analisa o processo de multilaterização politico-institucional mais impressionante que eclodiu no Haiti. A Ministra Irene Câmara faz "um estudo de caso" do envolvimento da OEA, e no contexto são avaliadas as correntes de opiniões dos Estados americanos e as ações por eles tomadas no processo. Estuda os aspectos da legalidade que ampararam a ação e as razões do insucesso da missão interamericana. Livro recomendado. Em destaque na http://www.planetanews.com/


Manoel Carlos






quinta-feira, 29 de outubro de 2009

POEMINHA


Tu
que há muito tempo
fazes parte dos meus sonhos
tu
que corrias ao meu redor
distante das minhas mãos
vieste enfim um dia
da profundidade do impossivel
trazer-me com teu corpo
todo esse tempo perdido
e me levaste ao paraíso
tu
que eu pensei nunca viesses
tu
que eras o incomensurável paradoxo
foste ironicamente
o amor da minha vida
tu
não podias ser diferente
de todos os meus sonhos
que me matam quando acordo
tu

como vieste
envolta em dúvida e medos
coberta de mistério
acabaste por lançar no abismo
todas as minhas ilusões
e levaste os meus grandes sonhos
que eu precisava
para continuar vivendo...

Texto de Manoel Carlos


ALWAYS SAID I WOULD KNOW WHERE TO FIND LOVE, ALWAYS THOUGHT I´D BE READY AND STRONG ENOUGH BUT.... SOME TIMES I JUST FELT I COULDGIVE UP ....BUT YOU CAME AND NOW I´M SOWHERE I´VE BEEB BEFORE.....jc

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

OH MY GOD!



as garotas "top-models" têm aquele jeito de andar. Parece que da cintura para cima
existe um colete que impossibilita qualquer movimento com a parte superior do corpo.
Da cintura para baixo é um balançar pra- cá- pra-lá bamboleante de fazer perder a cabeça....
E ela é assim. E me provoca. Sempre que me pressente na sua rectaguarda ela sai daquele jeito deixando-me indefeso, irremediavelmente manietado, preso ao chão.
Que é que eu faço meu Deus?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

CRIME NA RUA DO ALECRIM continuação

Roteiro para uma curta metragem

Fernando perdera o emprego mas sua situação financeira não estava nenhum caos. No entanto só o facto de estar inactivo causava-lhe uma sensação de desconforto e isso reflectia-se no seu comportamento que passou do estado calmo e feliz a descontroladas atitudes que vinham causando as mais perigosas consequencias no lidar com Raquel, sua esposa.
Aquela harmonia, os momentos naturalmente felizes de um casamento recente, recebeu um grande abalo e as coisas ficaram ou estavam se tornando feias. Como não podia deixar de ser, até no ambito mais íntimo, onde as ausências se pronunciavam. Era já dificil conseguir o que antes era extraordinariamente excitante, mas ela sempre o animava. Era por causa da crise profissional. Ele tinha que superar tudo isso e logo logo tudo voltaria à normalidade.
Fernando que não era ciumento, de um momento para o outro, deixou-se abalar por crises mesquinhas desse sentimento e Raquel não podia ter um gesto menos conhecido que ele imaginava coisas...o pior...
No final de cada desistência por falta de atribuições ...ficavam os dois sentados na cama tentando uma solução para aquilo que era o mais importante no seu relacionamento.
Decidiu consultar um especialista que foi categórico, animando-o. Pois a crise de ordem psicológica seria a curto prazo ultrapassada. Não havia razão para se deixar abater.
Nesse dia resolveu acordar cedo. Preparou-se e saiu para a rua. O dia estava colorido por um Sol espetacularmente dourado que animava Lisboa.
Passou pelo armeiro onde a semana passada havia deixado para limpeza uma pistola 6,35, niquelada com a coronha de madrepérola. Essa arma representava para ele uma carinhosa recordação de sua tia Aninhas que fora esposa de um fazendeiro no Brasil e lá, como precaução, ela usava aquela pistola na sua bolsa.
Quando chegou a Portugal ofereceu-a a Fernando como objecto de decoração.
Saiu do armeiro com a arma no bolso e percorreu a rua da Prata, foi à Praça da Figueira e depois subiu até o Chiado e ali, numa esplanada, resolveu sentar-se a desfrutar o ambiente tomando o seu café.
Estava absorto nos mais confusos pensamentos. Olhou em frente. Ficou desnorteado com o que viu. Do outro lado da rua, Raquel caminhava apressada. Trajava um vestido claro que ele sempre elogiava e fazia sentí-la mais atraente.
Ainda esboçou um gesto para chamá-la mas deixou-se sentado como se a carga de deduções que repentinamente lhe ocorreram pesasse ao ponto de o deixar sem forças para se erguer da cadeira.
Ele sabia que Raquel nesse dia não ia saír de casa. Ela havia falado que ficaria tratando de pôr certas coisas em ordem e não sairia nem mesmo para almoçar num restaurante qualquer como ele havia sugerido!
Pagou o café e resolveu segui-la sem ser visto. Já agora queria certificar-se das atitudes de sua mulher. Onde ela estava indo com tanto entusiasmo e elegancia!
Ia descendo a Rua do Alecrim e, a uns 50 metros, ele a seguia com o coração acelerado e dúvidas transbordando.
Ela entrou num prédio. Ele deixou-a tomar o elevador e foi pelas escadas. Sentiu o elevador chegar ao terceiro andar e ela tomou o corredor comprido parando na porta do apartamento do qual tinha a chave. Ele nem queria acreditar! Aquilo não podia estar acontecendo. A loucura estava perto e no bolso a arma o inquietava.
Ficou parado no corredor e seu estado o levava a sentir-se flutuando entre nuvens de fogo.
Parou frente à porta do apartamento. Tremia. Sentiu ainda como se um braço muito forte lhe segurasse a garganta querendo evitar a sua fúria.
Deu um pontapé na porta. Entrou e, numa cama larga, viu o imaginado. Raquel e o outro nus na cama no envolvimento "fatal"!
Sacou rapidamente a arma. Disparou todas as balas e saiu correndo descendo o prédio.
Ninguem se apercebeu do sucedido. Naquela hora Lisboa está na rua ou no trabalho.
Foi fácil chegar até à beira do cais mas impossivel acalmar sua emoção.
Junto ao rio, no paredão, era ele sozinho que caminhava.
Olhou ao redor e num impulso forte arremessou a arma para o Tejo.

-Fernando, Fernando!
Era a voz de Raquel que o acordava trazendo-lhe o café da manhã e o jornal, chamando-lhe a atenção para a noticia em destaque na primeira página:
"CRIME NA RUA DO ALECRIM!. CASAL BALEADO NA SUA PROPRIA CAMA.
A POLICIA TEM JÁ UMA PISTA DO ASSASSINO!"
.
Manoel Carlos

sábado, 24 de outubro de 2009

OS POEMAS DE MARIA

http://www.istononeuncabere/


Desestrelação (versão)
Num documentário, conta o astrónomo, em cujo nome não reparei (desculpe-me por isso, mas foi só a frase que me prendeu nos ouvidos), que cada átomo que nos forma foi parte antes dalguma estrela.

E eu...

Descontemplo as mãos,
ignoro-me também nos dedos com que já não te escrevo;
e das carícias inexistentes repelo-me, enxoto-me;
enxoto-me também dos cheiros de vocação evocadora que não mais—não mais, não mais, não mais— te conjuram;
desouço a voz rouca e gasta que já nem o teu nome pronuncia;
renego-me nos pés que te não caminham,
vereda,ai vereda,veredinha verde de descobertas por
mim trilhada que foste.
Ou no de dentro mais interno esculco:o coração exaurido;
os pulmões que amarfalhou tanto alento teu ausente neles;
o fígado enorme a rebentar o abdome, intoxicado de mágoas como vermes;
os tristes intestinos inomináveis.
E a luz? Onde a luz?! —grito.
A luz da estrela que fui atomizada, diz-me,ficou presa na noite em que não mais me amaste?


Escreveu Maria
Sun Iou Miou

terça-feira, 20 de outubro de 2009

NATIONALITY


When I just write this sentence I remembered, I do not know why, from Homer!



Nationality is something that from a certain perception at any point in my life, no longer represent to me, a patriotic strength, a pride of land, a land of vanity, to become a feeling very similar to the passion that is diluted or it ends up by other emotions other forces ... except here the point of blood or family that I almost labyrinthine balances in this swing in which I am one, between Portugal, Spain, Angola and Brazil!


Manoel Carlos

domingo, 11 de outubro de 2009

LUCIENE AMADO COMPOSITORA E INTÉRPRETE - UM CD COM MADREDEUS


Ela vem da Bahia, ela é baiana e o que é que a baiana tem?
É isso aí! Ela tem tudo como ninguêm.
Luciene Amado, chegou a Lisboa transferida pelo Itamaraty, para exercer suas funções de Vice Cônsul no Consulado Geral do Brasil. Uma referência importante: Luciene Amado é prima de Jorge Amado.
Mas Luciene possui a estirpe cultural que a desassossega e a impulsiona para manifestações que a cultura de seus ancestrais a inclinam.
Luciene além de escritora e poeta, guardou até agora, com receios ou razões que não sabemos, uma faceta que transmitida a gente que entende, vai mostrar, daqui a algum tempo com quantos paus se faz uma canoa. Ou com quantos versos de bamba nasce um samba.
O projeto está em pauta e um CD irá para o ar brevemente, repleto de músicas de sua total autoria - letra e música - com arranjos e acompanhamento do super conjunto português MADREDEUS.
Estamos todos ansiosos.

APENAS INTIMISTA e SÓ INTIMISTA



Voltando ao início e ao que eu pensei fazer do meu Blogue como se fosse o meu diário...


Por algum tempo publiquei, anunciei, ou referenciei algumas informações que me pareciam úteis para os cidadãos brasileiros. Vistas as coisas e, Blogger por Blogger ou site por site, para não cair em redundâncias ou quiçá discrepâncias, aconselho a todas aqueles que queiram informar-se sobre quais os serviços que um Consulado pode prestar, o favor de acederem ao site www.consulado-brasil.pt onde encontrarão de certeza absoluta uma fonte jorrando informações muito úteis e esclarecedoras.


No entanto ficarei sempre acessível para quem queira me contatar limiano41@msn.com

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

QUANDO O VENTO MUDA



Foi sempre assim: a imagem injustamente negativa de um país no exterior, transmitida pelos emigrantes, que na sua maior parte são pessoas de inferior formação profissional ( e não só) que partem para outros países de superiores recursos financeiros e de maior absorção de todo o tipo de mão de obra não qualificada!
Em face disso, gera-se, como é natural, uma antipática descriminação, por parte dos súbditos do país "invadido" . Assisti,no decorrer da minha vida, a várias situações inseridas naquele contexto. Ainda estão bem claras na minha memória, as referências negativas ( uns dizem ser de ordem familiar) que eram "vítimas" os emigrantes portugueses no Brasil. Não tem conta os apelidos pelos quais eram identificados os lusos em "Terras de Vera Cruz". Começando pela impressão e constatada falta de cultura ou formação que, naturalmente, essas pessoas causavam. Para os brasileiros o português era sinónimo de burro. E aqui começava o resto: "burro sem rabo" "galego" "bocomoco" "mané" "garrafeiro" "pó de arroz" e por aí adiante, dando azo às mais depreciativas chulas ou ordinárias anedotas que (segundo os "comediantes") os próprios portugueses "inexplicavelmente" achavam muita graça!
Aqui sim: era assinado o verdadeiro diploma de burrice!
Nunca achei graça nenhuma a esse tipo de referências.
E pior: - sofridas já essas "tempestades" verbais quando português, sofro-as agora de novo como cidadão brasileiro!
Mas de uma maneira mais dolorosa, porque as condições do Brasil não são as mesmas que as de Portugal naquela época em que só emigrando, o português poderia sobreviver.
Não há necessidade de tanta humilhação pertencendo-se a um país como o Brasil. Aliás, não há necessidade do brasileiro ter que emigrar seja para onde for tendo tamanho horizonte ou horizontes dentro daquele verdadeiro "Continente". O Brasil não é apenas Minas Gerais, Goiás ou Paraná e, só o Estado de São Paulo é maior que Portugal!
E essa humilhação está sendo provocada por lacunas diversas que podem ser eliminadas se os setores competentes brasileiros empreenderem uma ação de recuperação da imagem do povo brasileiro, principalmente em Portugal.
Para que entendam melhor este meu reparo, passem os olhos pelos "posts" anteriores: "Meu Brasil Brasileiro", "Uma Jangada na Pororoca" e "A Ilusão do Mineiro".
Manoel Carlos

O QUE ERA DOCE ACABOU-SE


Ninguem merece.


Agora sim dá gosto!
Faltava este movimento que denota atividade!
Enquanto anteriormente os funcionários, alguns, pareciam figurantes de filme em rodagem, esperando com ansiedade as câmaras , agora se assemelham aos próprios artistas concentrados nas cenas que requerem arte e representação convincente.
A implantação do novo sistema, eletrônico, para a emissão de documentos e passaportes, trouxe agora aquilo que era necessário. Ou seja, a ocupação de todo o tempo de trabalho que alguns deixavam de cumprir por inexistência do devido relógio de ponto.

Será que ainda vale a pena instalar um novo relógio?

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

PARA BOM ENTENDEDOR...


Para quem tiver a paciência de percorrer o meu Blog, por estas últimas postagens, fácil se dará conta que os comentários, as sugestões e, às vezes, revolta, estão produzindo, gradativamente, efeitos bastante positivos, no que tange à melhoria de execução e "notória" por parte dos responsáveis e não só...

E assim, é que a partir do dia em que foi iniciado o atendimento por marcação prévia, evidenciou-se a diminuição da fila de espera e a eficácia dos serviços prestados dentro dos moldes referidos. Logo se poderá concluir que só não se elimina a fila, a tal fila, degradante fila, porque, quem sabe, levaria a crer que a Repartição estaria em déficit...ou em crise...o receio da aparência que afinal não há nada para fazer! Mas o trabalho será, efetivamente o mesmo, apenas mais organizado.
Então faça-se o mesmo com os serviços mais óbvios. De certeza muitas situações desagradáveis acabarão definitivamente.
Louvar-se-á certamente toda a competência de quem se esforçou para uma imagem bonita desse nosso Brasil.
Ficaremos todos incomensuravelmente gratos.
Manoel Carlos

sábado, 3 de outubro de 2009

SIM O BRASIL PODE




Escolha da cidade do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 O Comitê Olímpico Internacional (COI), reunido em sua 121ª Sessão, decidiu ontem escolher o Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. O Rio de Janeiro será a primeira cidade da América do Sul a sediar uma edição das Olimpíadas. A decisão do COI é uma vitória de todos os brasileiros. Resulta, entre outros motivos, do reconhecimento internacional do papel do Brasil no mundo, da força de sua democracia e da estabilidade de sua economia. O Ministério das Relações Exteriores manifesta a satisfação em ter participado desse esforço vencedor e parabeniza os demais órgãos dos Governos Federal, Estadual e Municipal, bem como o Comitê OlímpicoBrasileiro, pela escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.


Fonte: MRE