21/05/2015

NOVEMBRO DE 2007



Em novembro de 2007, iniciava eu humilde e timidamente este "amaranhado" de palavras e "bobine" de historinhas, dando azo assim a esta "mania" de escrever aquilo que "anormalmente" me vem à cabeça. Fi-lo a medo porque nunca seria por grandes atribuições literárias que iria suscitar eventual interesse seja por quem for. Fi-lo sim para guardar e botar em ordem algumas "croninhas" que, certamente, escritas em papel seriam, desde logo, perdidas e quiçá, eu nem as escrevesse. Assim, aproveitando a evolução dessas coisas deste mundo, as quais, até há bem pouco tempo não existiam, e antes que eu parta e nem deixe aqui provado que plantei ao menos uma árvore, resolvi então botar mãos à obra e escrever o meu blog que dedico a todos os blogueiros conscientes e amigos: Lili Qinan (escritoraypeligrosa), Herbert Drummond (oficinadegerencia) Maria (istonoeuncabare) Silvia (o blog da Saravelem) Ruben (desesteriotipados) e todos aqueles (que omito, pois são inúmeros ) que considero de igual maneira.

Sinto-me muito satisfeito porque os poucos comentários de que fui alvo foram sempre simpáticos e positivos e o número de visitantes durante 365 dias atingiu a bonita cifra de 12.600 o que quer dizer: ligeiramente mais de mil por cada mês. Desses visitantes constam pessoas de 63 países mas a maior parte foi sempre de Portugal, Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Espanha e Inglaterra.
Se alguma coisa eu pude dizer que suscitasse interesse, ou que fosse de alguma utilidade, fico contente e feliz.
Terminando elevo aqui os meus pensamentos para uma paz duradoura entre os homens ( e entre as mulheres) e que o mundo siga levado pela mão de um Deus diferente que não seja aquele que nos tem deixado um pouco perplexos.

Relanço daqui o meu olhar para tanta miséria no mundo, tantas crianças abandonadas, tantas mulheres espancadas, tanta injustiça, como se vivessemos realmente sem a proteção da mão de um deus qualquer de um deus MAIOR.

Fonseca Lima

18/05/2015

UM PÁSSARO

LIKE A BIRD"


De repente sou um pássaro numa árvore imensa, compacta de galhos,ramos e folhas que o vento vai acariciando nesta manhã de começo de Verão. Meu chilrear nem eu próprio escuto pelo barulho que emite o farfalhar das folhas. E sinto-me só sem ter mais aqui os outros pássaros que voaram de madrugada sem mim à procura da vida. Como não sabia para onde tinham voado resolvi esperá-los até à tardinha quando se recolheriam nesta imensa árvore - nosso abrigo no meio da cidade. Esperei. Esperei. A tarde veio, a noite caiu mas os meus amigos, a minha familia, a passarada não mais apareceu. Que teria acontecido?

...já não há mais ninhos, não há mais ramos...

Manoel Carlos

17/05/2015

LISBOA FADO PAIXÃO








QUANDO  eu era menino tive um sonho. Um sonho muito longo. Mas que o tempo como só numa noite, num instante do próprio sonho, apagou. Esse sonho era o de conhecer Lisboa e mais sonho ainda se em Lisboa eu pudesse viver. A minha vida tomou outro rumo, segui outras plagas e nunca mais pensei ou sonhei com Lisboa!
Mas como a nossa vida se transforma às vezes por mor dos sonhos, à força disso, 
fora do tempo e do sonho, como num passe de mágica, em 1988, vim para esta cidade que conviveu secretamente, misteriosamente, comigo no meu coração de criança!
Não sei se por recalque ou por outro motivo qualquer psicológico, eu, que no tempo do sonho me embalava com as vozes plangentes do fado, de repente, em outras terras,
com outas gentes, outras vozes, quando escutava o fado sentia uma profunda raiva e me recusava a ouvir. Para me confortar eu alegava tristeza incompatível com o meu temperamento.
Felizmente mudaram-se muitas coisas não só em mim como até na própria canção nacional portuguesa.
Ademais a nova tecnologia de som, acustica e instrumental, mais as vozes suaves e de coração e alma mais liberadas fazem do fado actualmente uma arte doce melodicamente mais profunda e até mais internacional.
Pois meus amigos. Voltei ao fado.
E me apaixonei por ele na voz dela a MARIZA.
.
Texto de Manoel Carlos


O comentário mais doce das mais doces apaixonadas do Tejo:





Não me fales de Lisboa... Não hoje, que estou tão saudosa... Não hoje, que meus olhos teimam em demonstrar publicamente toda a minha saudade.
Eu, no meu amor tão grande por essa cidade ("Lisboa menina e moça amada, cidade-mulher da minha vida..."), tenho a petulância de dizer que duvido alguém tenha mais saudade de Lisboa do que eu.
Ah... Quanto eu poderia de falar de Lisboa... Quantos lugares...Castelo, Jerónimos, Príncipe Real, Chiado, Bairro Alto, Campo D'Ourique, Rato, Estrela, Alfama, Baixa, Alvalade, Amoreiras, Mouraria, Terreiro do Paço, Rossio, Martim Moniz, São Sebastião... Poderia citar mais... sei lá quantas. E não me cansaria de ficar cá a lembrar, lembrar, lembrar...
Sei que minha saudade parece ser daquelas que nunca mais se voltará àquele lugar. Mentira, pois sei, tenho a mais absoluta certeza de que, em mais tempo do que imagino, estarei aí, a cantar ("Lisboa, menina e moça, menina...") - não sei se escrevo ou se choro - a beber copos na companhia dos amigos mais queridos que jamais tive, e a ter a confirmação, somente para mim mesma, que devo ser a mais portuguesa de todas as brasileiras existentes na face da terra.

Mais não consigo escrever pois que meus olhos não conseguem enxergar.

Com as saudades mais loucas e mais doídas,

Rosinha Vassinmon
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LISBOA FAZENDO SUSPIRAR




También para mí es una ciudad mágica, entre los lugares más arrebatadores que he visitado. Y sí, también escuché un fado en las calles del Chiado. Me encantó. Las dos veces que estuve, fue una maravilla.
Suspiro y también tengo un poco de saudade. :-)


Leni Qinan

15/05/2015

Uma carta de HUGO BRAZÃO CAMARA ROSAS



Grande Fonseca Lima!


Achei fantástico o teu blog, palavra.
Gostei mesmo, não só pela qualidade mas também pelo conteúdo e pelas nuances. Havia muitas facetas tuas que não conhecia e que agora se revelaram de uma forma extraordinariamente positiva. Parabéns!
Entretanto vou agora passar algum tempo ao Mali, em serviço numa empresa de mineração localizada em Tabakoto, a 350 km de Bamako (+- um mês seguido de um pequeno regresso pelo Natal, Ano Novo) e depois mais alguns períodos cá e lá. Vou comunicando por esta via. Se entretanto necessitares de alguma coisa daquelas bandas, estarei na frequência.
Um abraço e até um dia destes.
Hugo Rosas
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Hugo é um amigo de longa data desde Luanda, onde eu próprio fui o interveniente no seu Alistamento Militar, o primeiro que o Consulado do Brasil em Luanda efetuou, quando Hugo havia atingido os dezoito anos. Hoje, esporadicamente, nos encontramos porque o que nos aproximou foi exatamente o fato de sermos brasileiros e o Consulado, obrigatoriamente, foi sempre o nosso ponto de encontro. Eu segui sempre o caminho, o mesmo caminho o viciado caminho, a "cachaça", que é o Consulado. Ele formou-se e a engenharia ganhou mais um brilhante elemento. Viajando por muitos pontos do Globo. Outra coisa que também nos une é o amor o carinho especial e a grande saudade que sentimos de Luanda.
Obrigado Hugo e que tudo corra bem em Tabakoto.

LEMBRANÇAS DE SEMPRE



Nos meus tempos de criança e como se diz agora: eu ficava "bué de time" junto da minha mãe, principalmente na cozinha, onde ela reinava como a super rainha! Ela era da época em que as mulheres nasceram fadadas para, depois do casamento, servir para criar os filhos, cuidar do marido e tratar da casa com o maior esmero e dedicação. Quem disse que as mulheres de Atenas são diferentes? Pelo que sei as mulheres do Minho superaram muito as gregas e tenho dúvidas que o Chico Buarque saiba disso! Então a música teria sido diferente!


De tanto que eu permanecia junto da minha mãe, foi dificil deixar de notar e de assimilar alguns pontos positivos de sua arte gastronômica o que me trouxe muitas vantagens pela vida que então se me depararia tempos depois. Tempos esses em que já não se encontravam mais mulheres de Atenas, ou mulheres do Minho! Hoje bem que podíamos até arriscar a eleição de homens de Atenas ou homens do Minho. Pela parte que me toca só não sei tratar de marido mas na cozinha, cuidar dos filhos, mudar fraldas, passar a roupa, arrumar a casa e outras coisas mais que vão sobrar para os homens, eu já sou perito! Fui perito! Vocês aí, seus machões, se preparem! Mas não percam o rebolado. Isso é outra coisa, outro samba!

Comecei com um pensamento e já ia me perdendo enrolado completamente pelas palavras destinadas a outra história.
O que eu queria dizer é que aprendi com minha mãe alguns truques de cozinha e a fazer algumas especialidades principalmente à moda de Ponte de Lima.  E assim, no decorrer da minha vida, em que tive que viajar por alguns pontos do mundo, enfrentei, por vários motivos, muitas vezes a necessidade de cozinhar para mim próprio, o que, sem aquela "escola" da mamãe, teria sido uma catástrofe.
Então quando eu metia na cabeça que iria preparar algum prato baseado na arte da minha mãe, começava a separar todos os ingredientes, mas faltava sempre qualquer coisa, o que obrigava a telefonar para ela muitas vezes de Berlim, Vigo, Angola, para que ela me informasse convenientemente sobre o cozinhado que eu estava tentando levar avante.

E hoje, aconteceu exatamente a mesma coisa. Encasquetei que haveria de fazer arroz de cabidela mas por via das dúvidas iria telefonar à Dona Sofia. Ainda cheguei a marcar os dois primeiros números. Senti assim como um vento feito brisa suave na alma e lembrei!

Mamãe já faleceu há 14 anos! É assim. Na minha lembrança ela estará sempre viva e é isso que esqueço e quero esquecer que ela se foi.
A sua benção Mãe!

.

Texto de Manoel Carlos

12/05/2015

A CASA MAL ASSOMBRADA




Sempre me fascinaram as histórias sobre fantasmas. O sobrenatural, o mistério, o desconhecido, a parapsicologia, enfim as ciências ocultas.  Algumas situações marcaram, sobremaneira, este vínculo curioso,  com as coisas tenuemente... inexplicáveis!
Sei que estou confundindo alguns de vocês, mas outros me compreenderão.
Longe de mim o fanatismo, para lá o cepticismo, que se afastem as certezas. Mas que aconteceram coisas estranhas ou curiosas na minha vida posso garantir que sim.
Somos, ainda, dez irmãos. Vivemos todos juntos com nossos pais, até atingirmos a maioridade e depois, como é natural cada um de nós seguiu a vida trilhando caminhos diferentes entre o Brasil, África, Europa e América do Norte.

Na nossa adolescência morávamos então numa pequena Vila ao Norte de Portugal, numa  casa de  construção simples, de dois pisos, sendo que no primeiro piso era o quarto de meus pais, e ao lado o quarto das minhas irmãs. No segundo piso, era a cozinha, o quarto dos rapazes e a sala de jantar. Tinha também um sótão com entrada pela cozinha. No térreo, tinha o hall de entrada que se fechava com uma porta envidraçada. Ao lado do hall um armazém cuja porta era cerrada ou fechada com uma tranca de madeira colocada em diagonal entre a parede e a porta.

Encurtando esta história caminho rapidamente para a narração das coisas estranhas que aconteciam naquela casa. Sempre à mesma hora, ou sensivelmente à uma da manhã, éramos acordados com o barulho provocado no sótão : alguem que resolvia iniciar um passeio pela casa. Eram passos firmes, ruidosos, como se esse alguem usasse botas de sola dura.
Descia as escadas do sótão até à cozinha, mexia em vários objectos na cozinha, porta do fogão e louça; depois continuava seguindo pelo corredor que dava para o quarto dos rapazes incluindo eu, até à sala de jantar, empreendendo uma volta à mesa e voltava seguindo pelo corredor; depois descia a escada até o primeiro andar, parava um pouco e continuava descendo até o térreo abrindo o trinco da porta do hall, e não a fechava, entrava no armazem, a tranca da porta caía e o silêncio ablosuto voltava à casa.
Todos certamente viviamos assustadíssimos esses momentos.
No dia seguinte tudo estava em ordem: a tranca no lugar dela, a porta do hall fechada, e tudo como se nada tivesse acontecido.
Mas nós acordavamos pálidos parecendo que estavamos sofrendo da alguma desidratação.
Tem mais coisas que aconteciam mas deixo para a próxima postagem

A casa mal assombrada. Continuação

Mediante tais acontecimentos e já por causarem inevitáveis  transtornos e apreensão, o meu pai  ia comentando com os amigos e conhecidos o que estava acontecendo naquela casa. Nesse tempo era Prior em Ponte de Lima, o saudoso Padre Correia, fundador da Oficina de São José naquela Vila.  Seria então ele  a sugerir ao meu pai que tentasse falar com aquela entidade invisível,  mas sonora .  Que tentasse perguntar o que era e ao que se devia aquela manifestação.  O meu pai ainda tentou por várias noites, obter resposta daquela “coisa” .
Mas só o silêncio e o bater forte do coração das crianças com medo, era audível.

-Quem és tu ? Que  pretendes? 
 Mas ninguém respondia e continuava tudo na mesma.
Isso tudo até à noite que a minha avó veio dormir lá para  casa após o funeral do seu marido, padrasto do meu pai.

Aqui sim,  vale a pena o meu testemunho :
 Nessa mesma noite quando a minha avó foi à casa de banho, não tardou que algo acontecesse que nos deixou a todos de cabelo em pé!

Um barulho  ensurdecedor, parecido com o de uma  grande quantidade de cascalho  e areia caía pelas escadas   espalhando-se por toda a casa.   Tudo se passou num curto espaço  de tempo mas que ainda hoje soa nos meus ouvidos.

Desde então nunca mais se ouviu coisa nenhuma naquela casa.

Foi  só um susto!

10/05/2015

É PRECISO, É URGENTE MUDAR.

Se o povo é quem mais ordena !?  Só se for noutro lugar que ninguém conhece. Porque em Portugal nem ordena nem decide. Cegou, emudeceu.  Baixou as calças como diria filosoficamente  o Bocage!
É assim mesmo.
Antes que seja tarde e a  Troica também se aproveite de nós ainda com as calças na mão , está na hora de acordar e fechar o cerco.  Acordar com mais veemência do que o 25 de  Abril,  que afinal, só serviu  para outros "gabirús" encherem a pança  em nome do povo, fingindo democracia...
Mas agora povo, agora que já estamos vacinados, massacrados , quase assim de calças caídas, antes disso acontecer e outros iguais ocupem  os cargos dos que não querem largar a mama.. Desses que são os nossos carrascos. Viciados no bem bom à custa dos sacrifícios do  povo que afinal é o quem mais ordena. Ou não? Chegou a hora de derrubar toda essa corja de oportunistas insensíveis que a jeito de poetas e bem falantes,  como se fossem vendedores ambulantes  que discursam  nas feiras populares, tentam convencer-nos com verbos e adjetivos pomposos  que eles são os melhores e vão endireitar  Portugal.  
Vamos, isso sim, escolher um partido onde não esteja ninguém viciado. Ninguém que já serviu e se aproveitou da mama do governo que suga o povo.
Vamos escolher sem medo,  porque pior do que já tivemos e do que estamos, não  vamos ter nem ser, de certeza absoluta.

Mudemos radicalmente, a cem graus, porque  é absolutamente necessária outra experiência politica em Portugal.

28/04/2015

A GRAVATA - conto infantil.

Eu iniciei a minha missão de pai já tarde. Tinha 44 anos! Levei tempo a me deixar envolver por esse "trabalho" e "preocupação". Mas depois que nasceu o meu primeiro e único filho, a minha vida tomou outra dimensão. Claro que redobraram as preocupações, os trabalhos e as despesas mas, mediante tanta alegria que uma criança suscita, compensa de sobremaneira! A minha mulher, mais jovem do que eu, se tinha assim tanta alegria ou felicidade, não mostrava. E era eu sempre a estar presente nos momentos mais ou menos dificeis: choro durante a noite, mudanças consecutivas das fraldas, mamadeira a hora certa, corridas para o médico caso algum mosquito resolvesse atacar e outras alergias "assustadoras" para os primeiros "navegantes" no assunto. Sem contar essa convivência fabulosa que tive com o meu filho durante seu crescimento vou apenas referir os momentos em que era obrigado a inventar estorinhas onde fossem envolvidos os animais que ele mais gostava. Era já a época em que ele estava descobrindo as cores e a cada passo dizia pai: aquele flor é vermelha! Olhava em redor e perguntava: -Pai não existem flores azuis?
E lá tinha eu que recorrer a arquivos de memória para lhe indicar alguma flor azul.
Bom, numa dessas de inventar estorinhas, um dia estou lhe contando a do gato e do rato. Era assim:
Numa casa grande de uns donos ricos vivia um gato bonito, enorme e bem lá no fundo da sala, na esquininha, havia um buraco bem pequeno que dava para um compartimento onde se instalava uma familia de ratos. O gato era muito severo e estava sempre de guarda, evitando a circulação dos ratos e sua visita à cozinha para se abastecerem com algumas coisas que eventualmente encontrassem por cima dos armários ou mesas que servisse para se alimentarem. Um dia o ratinho mais velho adoeceu e não podia se mover. Aí o rato mais novo, sem prática ainda para a "caça" arriscou ir à cozinha pensando que o gato estava dormindo. E, quando ia a passar pelo bichano, foi agarrado por este que começou a encostar o rato ao focinho e amedrontando-o: agora te peguei, vou-te comer, seu rato ladrão. O ratinho tremendo começou a pedir ao gato que não fizesse isso porque o irmão dele estava doente e precisava de comer. O gato começou a afrouxar as mãos e ratito se mandou a grande velocidade para a toca. A situação para os ratos estava feia. Sem nada para comer, era demais. O rato então vivia espreitando do buraco na esperança que o gato dormisse de novo. Mas quê? Agora o gato começou a brincar com uma gravata do dono, descia, subia a cadeira, pulando e ronronando, deixando o rato muito nervoso. Mas, de repente, numa distração do gato, a gravata se enrolou no pescoço deste que ficou preso à cadeira de tal forma que parecia que ia enforcar-se. Foi então que o rato veio em seu auxílio roendo a gravata e soltando o gato! Aqui sim. O gato também soube reconhecer. Agradeceu ao rato tê-lo salvo e prometeu-lhe nunca mais evitar que ele e seus irmãos circulassem pela casa. Ficando assim amigos para sempre.
Estava contando esta história então para o meu filho que de princípio ao fim prestou a "melhor" das atenções em total silêncio. Perguntei-lhe o que achou da história.  Das crianças podemos esperar as  mais extraordinárias deduções. Vejam a resposta:
- Oh pai, e de que cor era a gravata?


Manoel Carlos




27/04/2015

Chris De Burgh -- Lady In Red [[ Official ...

Es schneite in Berlin. Tradução da postagem anterior "Berlin - uma noite no casino

Es schneite in  Berlin. Tauenzienstrasse, Europa-Center. Mall of angemessenen Abmessungen, hundert Meter von der berühmten Gedächtnis. Sehr modern, wo neben Modehäuser, Modeschmuck, Eisbahn auf Eis, sexy-kinos und eine Reihe von Sehenswürdigkeiten, darunter die bekannten "Kneipp" eine Art deutsches Wirtshaus, aber mit modernem Dekor, sehr unterschiedlich traditionelle, die noch in der Stadt gibt.
In dem Gebäude lebte ich auch, angesiedelt in den vierten Stock, im Hotel Am Tauenzin und darüber hinaus im 5. Stock hatten Büros und einige Wohn-Apartments.
Auf der Rückseite der Mitte, so dass vor dem Zoo, ließ er ihn berühmt Spiel Bank Berlin, die das Casino von Berlin ist nur in dieser Stadt.
Mein Weg zu und wieder an die Arbeit, ich habe zu gehen, nur eine Entfernung von 300 Metern, einschließlich obligatorischen Durchgang durch die vordere Eingangstür des Spiel Bank.
Nie in den Sinn gekommen 1 Tag treten in einer ähnlichen Einrichtung.
Aber es gibt immer einen Tag, um alles in diesem Leben, auch um ein Casino betreten.
Und dieser Tag ist gekommen.
Er war in dieser Zeit mich und einen Freund von Angola, die gelegentlich nach Berlin gezogen, um Geschäftsprobleme zu lösen Besuch. In diesem afrikanischen Land vertreten, einige Produkte in Deutschland, die in Auftrag gemacht, natürlich, wurden in Berlin gutgeschrieben.
Dieser Freund von mir war assidua Besucher von Casinos.
Sie war damals eine Nacht der "undefiniert" Roadmap mir "irregeführt" für einen kleinen Besuch
"Roulette!
Und los ging.
Ich werde nicht schweigen ganze Ritual, das für den Zugang zum Spielzimmer praktiziert wird. Ich werde einfach zu beschreiben, was in mich gefahren ist von dieser Euphorie der Spieler vor allem von meinem Freund, der bald 3oo Sehenswürdigkeiten erworben in Chips 5, sitzt in der Mitte der Tabelle mit Chips vor und wies auf die Zahlen, die courpier gemeint Abdeckung: nummer fuenf Ebene, eins / cheval kommen; fast die Hälfte der Tabelle schließlich mit Chips von 5 Marken erfasst. Nichts geht mehr war das Signal für den Ball würde rollen und niemand anders spielen. A "Thriller" religiösen, während der Ball ins Rollen mit, dass nur Rauschen zu nervös auf einer beliebigen Anzahl der Tisch, der von Null bis 36 gemacht wird, zu stoppen - Dreiunddreißig rief courpier. Ich schaute auf den Tisch und mein Freund hatte den 33 gespielt.
Ich war sogar ein wenig nah an ihr beobachtete seine erhabenen zurück in die Box, um zusätzliche Chips.
Dann, in einer persönlichen Untersuchung, entschied ich mich, um etwas "schnelle Geld" zu riskieren anders, als mein Freund angewendet. Ich habe eine Berechnung des Abstands in Folge von Zahlen, wobei der Ball fiel. Beispielsweise würde der erste Durchlauf wurde mit 15 und dann 26 zu haben; Ich zählte die Anzahl der Häuser 15 bis 26 und in der gleichen Entfernung ich einen Stecker oder umgeben mit der Nummer 4 Einträge fangen benachbarten Zahlen in cheval carré oder schlicht. Manchmal funktioniert es, aber andere weniger.
Ich war glatt und dann hier ist es diese Chronik wert.
Durch den riesigen Raum Casino nach ein Bier an der Bar, bevor Sie kein Geld mehr für mich dieses links gewandert!
Ich erinnerte mich an mein Gespräch mit einem Engel, wenn ein Junge war ich sogar.
Und ich beschlossen, bleiben Sie dran ...
Ich sah, dass die riesigen Teppich, die einst gewesen wäre, eine Farbe überhaupt, und das, was meinem Erstaunen sah mich an, eine grünliche Rekord von 10 Sehenswürdigkeiten fragte besorgt, um ihn abzuholen.
Wie jeder Junge Angst, dass jemand ihre Tat sah verstohlen warf den Stift und nahm den Stift und Gelegenheit, zu erfassen.
Ich hielt einen Moment mit dem Datensatz in der Hand versucht, die Botschaft des Engels zu lesen. Und nicht zu wissen, dass mein Engel ist anspruchsvoll und verlangt von mir, den Kopf zu ziehen, denn das Leben ist nicht leicht, den Wert des Datensatzes als die Anzahl, die spielen sollte übersetzen: die Zahl 10.
Ich ging zu einem Tisch und legte die Platte von 10 Sehenswürdigkeiten in Nummer zehn in voller Höhe,
Beginnt, den Ball zu rollen und es meiner Verzweiflung gerollt.
Die Courpier rief: - achtundzwanzig!
Noch hören das Lachen mein Engel, und seine Worte mich faul nennen.
Seine Stimme war, mich zu warnen, dass 28, bestehend aus zwei Ziffern: die beiden acht und genau das tun, die Zahl 10.
Ich werde das nächste Mal vorsichtiger sein.
Auf dem Weg zurück nach Hause fiel der Schnee in Flocken und die Nacht war makellos weiß!
M.C.Fonseca Lima

26/04/2015

BERLIN uma noite no Casino

Spiel Bank Berlin Era Berlin e nevava. Tauenzienstrasse, Europa Center. Centro Comercial de razoáveis dimensões, a cem metros da famosa Gedächtniskirche. Moderníssimo, onde se encontram, além de casas de modas, bijouterias, ring de patinagem no gelo, sexy-kinos e um sem número de atracções, incluindo, as tão conhecidas "Kneips" um tipo de taverna alemã mas com decoração moderna, bem diferente das tradicionais que ainda existem por toda a cidade.
No prédio que eu morava instalava-se também, até o quarto piso, o Hotel Am Tauenzin e para além do 5º andar havia escritórios e alguns apartamentos de habitação.
Na parte de trás do Centro, fazendo frente com o Jardim Zoológico, instalava-se o famoso Spiel Bank Berlin ou seja o Casino de Berlim, único nesta cidade.
O meu caminho de ida e volta para o trabalho, que eu fazia a pé, apenas uma distância de 300 metros, incluía passagem obrigatória pela frente da porta principal do Spiel Bank.
Nunca me tinha passado pela cabeça um dia qualquer entrar em semelhante estabelecimento.
Mas tem sempre um dia para qualquer coisa nesta vida, até para entrar num casino.
E esse dia chegou.
Encontrava-se nessa altura me visitando, uma amiga de Angola, que vez por outra se deslocava a Berlin para resolver assuntos de negócios. Representava naquele país africano, alguns produtos fabricados na Alemanha, cujas comissões, evidentemente, eram creditadas em Berlim.
Essa minha amiga era frequentadora assidua de casinos.
Foi ela então, numa noite de "indefinido" roteiro que me "desencaminhou" para uma visitinha à
"roulette!
E lá fui eu.

Não vou referir todo aquele ritual que se pratica para acesso às salas de jogo. Vou apenas descrever o que se apoderou de mim mediante aquela euforia dos jogadores principalmente da minha amiga que logo adquiriu 3oo marcos em fichas de 5, sentando-se a meio da mesa com as fichas na sua frente e indicando para o courpier os números que pretendia cobrir: nummer fuenf plain, eins /vier cheval; enfim cobria quase metade da mesa com fichas de 5 marcos. Nichts geht mehr era o sinal para que a bola ia rolar e ninguem mais podia jogar. Um "suspense" religioso enquanto a bolinha rolava com aquele ruído único até parar nervosa num número qualquer da mesa, que é composta desde o zero até o 36. - Trinta e três gritou o  "courpier." Olhei para a mesa e a minha amiga não tinha jogado o 33.
Fiquei ainda mais um pouco perto dela assistindo à sua eminente volta ao Caixa para comprar mais fichas.
Depois, num estudo pessoal, resolvi arriscar eu alguma "graninha" de maneira diferente do que a minha amiga aplicava. Fiz um calculo da distancia em sequência dos números onde a bolinha caía. Por exemplo: a primeira jogada teria sido o 15 e em seguida o 26; eu contava as casas do numero 15 até o 26 e na mesma distância eu colocava uma ficha ou rodeava o numero com 4 fichas apanhando os números vizinhos em cheval carré ou plain. Algumas vezes deu certo mas outras nem por isso.
Fiquei liso e então é aqui que vale a pena esta crónica.
Deambulei pela enorme sala do casino depois de ter bebido uma cerveja no bar, antes que nem dinheiro para isso me sobrasse!
Lembrei-me das minhas conversas com um anjo qualquer quando em menino eu estava aflito.
E resolvi ficar atento...
Olhei para o chão, naquele imenso tapete que em tempos teria sido de uma cor qualquer, e qual o meu espanto, olhando para mim, uma ficha verde  de 10 marcos pedia aflita que a apanhasse.

Como qualquer garoto temeroso de que alguem visse o seu acto, disfarçadamente deixei cair a caneta e na oportunidade apanhei a  "kugelsreiber"  e a ficha.
Fiquei uns momentos parado com a ficha na mão tentando ler a mensagem do meu anjo. E sem saber que meu anjo é exigente e me obriga a puxar pela cabeça, pois que a vida não é fácil, traduzi o valor da ficha como sendo o número em que deveria jogar: o número 10.
Encaminhei-me para uma mesa e coloquei a ficha de 10 marcos no número dez em pleno,
Começa a rolar a bolinha e com ela rolou o meu desespero.
O Courpier gritou: - VINTE E OITO!
Ainda ouvi a gargalhada do meu anjo e suas palavras me chamando de preguiçoso.

A voz dele era para alertar-me que o 28 composto por dois algarismos: o dois e oito, somados fazem exactamente o número 10.
Ficarei mais atento para a próxima.
No caminho de regresso a casa a neve caía copiosamente  em flocos e a noite estava imaculadamente branca!

M.C.Fonseca Lima

Michael Jackson Black Or White Complete Version

22/04/2015

Michael Jackson


O mineirim Zé, caipira lá di Patus di Minas  entrou no consultório e meio sem jeito foi falando:
- Dotô, o trem não sobe mais. Já tomei de tudo quanto há de pranta, mas não sobe mais mêsm...
- Ah não, meu amigo Zé. Vou te passar um medicamento que vai deixar você novo em folha. São cinquenta comprimidos, um por dia.
- Mas dotô, eu sou um homi simples da roça. Só sei contar té dez nos dedo e mais nada uai..
- Então você vai numa papelaria, compra um caderno de cinquenta folhas. Cada folha que você arrancar por dia tome um comprimido. Quando o caderno acabar você já vai estar curado. A receita está aqui.
- Brigado dotô. Vou agora mesmo comprar essi tar di caderno.
E logo que saiu do prédio o Zé Caipira avistou de fato uma papelaria ali perto. Entrou, a moça veio atender.
- Moça, eu precisava de um caderno de cinquenta fôia.
- Brochura?..... perguntou a moça
- Médiquim fí da puta....... Já telefonô pra espaiá meu pobrema!

20/04/2015

Roberto Carlos

Roberto Carlos elogia governo de Dilma Rousseff

18/04/2015

Vale a pena... A minha academia

Vale mesmo a pena trabalharmos o nosso corpo seja em que modalidade esportiva for.  Podemos 
fazer do nosso corpo , modelando-o, tudo aquilo que queiramos que nele se desenvolva,  sem ser necessário frequentar ginásios ou academias.

Evidentemente teremos que ter noções sobre a formação muscular e um conhecimento que abrange
uma série de exercícios que não podem ser dispensados.

COMENTÀRIO
Sem dúvida um excelente trabalho um Personal Trainer de prestígio. Um corpo lindooo, ninguem pode fazer melhor por nós do que nós próprios, e hoje em dia talento natural e colheita de informaçaõ e um orientador (mesmo a distância) podem ser melhor que quantos diplomas (ainda por cima se tivermos em conta o número de aptidões passadas sem crédito mas em troca de "luvas" todo o cuidado é pouco com os vários profissionais existentes nesses países.***** trabalho de excelência.

Parabéns Ruben
M.Svenson

Cai neve em Nova Iorque José Cid

EDUARDO JAIME - ROMANTICA


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13/04/2015

idiossincrasia



Nacionalidade é algo que a partir de uma certa percepção num ponto qualquer da minha vida, deixou de representar para mim, uma força patriótica, um orgulho de terra, uma vaidade de solo, para se transformar num sentimento muito semelhante à paixão que se dilui ou se acaba mediante outras emoções outras forças ...exceptuando aqui o ponto sanguíneo ou de família que me equilibra neste balançar quase labiríntico em que me situo, entre Portugal, Espanha, Angola e Brasil! 
Quando acabei de escrever este trecho me lembrei, nem sei porquê, de Homero ! 

When I just write this sentence I remembered, 

I do not know why, from Homer!

10/04/2015

LEVITAÇÃO

Quantas vezes surpreendo-me dentro de mim, perdido no que vejo cá fora.
Paro aflito como se fosse outro a olhar a minha imagem,  os meus gestos!
E misturo a pergunta do outro  com a minha,  exclamando:  quem é este aqui tão estranho?

Nesses momentos que a consciência esvazia  como se fosse tudo novo,  parece que estou nascendo sem saber quem sou,  como se fosse apenas  um pensamento feito pluma voando ao vento ,
espalhando  as ideias num misto de letargia e sonho.
Quando acordo fico confuso mas ciente de que viajei.  Por onde NÃO SEI.

Menina mulher da pele preta











03/04/2015


ménage a trois


Era a Avenida. Era o Rio. Era a noite caindo. Era ela! Seu xale preto , agasalho no corpo e lençol na areia. Meias colans pretas até às coxas e umas botas curtas de borracha que seus pés movimentavam em passos curtos e rápidos. Os meus 12 anos!  Fui com ela algumas vezes e, meio fascinado, quando me era oportuno e arrumava grana para a "oferenda" eu procurava-a de novo. No mesmo lugar, à mesma hora, queria ser o primeiro. Era sempre a mesma coisa. Ela me envolvia, deitava-se receptiva  e na incidência do luar em sua púbis, no xale estendido na areia,   recebia-me com seu abraço, seu perfume, seus gemidos fingidos e eu me desprendia numa volúpia fugaz que incontralavelmente eu queria prolongar.
Mas uma noite eu quis diferente. Tinha lido algo sobre posições e formas de sexo. E arrisquei: hoje eu quero fazer "ménage a trois" contigo. Ela me olhou surpreendida e curiosa anuiu à minha pretenção. - E então como é isso de menage quê? -Vem, estende o xale que eu me deito e tu vens por cima de mim.Tudo como eu tinha imaginado e a experiência foi extraordinária.No fim quando estava me arrumando ela quis saber :  - mas então, que diabo é essa história de menage a trois? 
 Expliquei-lhe.
- Mas nós  somos dois!
-Deixa isso para lá. Esquece.
Por trás dela nem se deu conta   que  a lua cheia  com seu sorriso prateado iluminava a noite...

Postado por MANOEL CARLOS às 05:44 0 comentários

30/03/2015

Lembranças

Vigo é uma cidade em forma de presépio. Quando se chega ali, pela parte Sul. Quem vai de Valença do Minho,entrando pela Avenida Portugal, depois Praça de Espanha, descendo a Avenida Collón até enfrentar a deliciosa paisagem que transmite o outro lado da baía, temos exatamente a ideia de um presépío gigante, quando olhamos para trás!
É uma cidade apaixonante.
Vivi ali dois anos e viveria toda a minha vida.
Foi a cidade realmente dos meus "buenos recuerdos!
Um dia, era Verão, saí com o meu filho que nessa altura tinha 3 anos, e fomos passear por toda aquela artéria rente ao mar.
No regresso, antes de chegarmos a casa, sentamo-nos numas escadinhas perto da Praça de Compostela. O meu filho tirou o boné que lhe causava calor e colocou-o perto de mim, na escada, virado para cima.
No momento em que estou passando a mão pelos cabelos do meu filho, tentando dar um jeito em forma de afago, uma senhora muito elegante abriu sua bolsa, tirou uma moeda de um euro  e, com o elogio "que niño guapo, que niño de cine", colocou a moeda no boné. Logo em seguida mais uma dama, mais um euro e mais senhoras e mais moedas!
Fiquei como imaginam sensibilizado e completamente bloqueado.
Cheguei a casa com 95 euros!
Quase que no dia seguinte eu voltava para as escadinhas...
E deixava a merda do emprego que me ocupava então!

29/03/2015


Vale mesmo a pena trabalharmos o nosso corpo seja em que modalidade esportiva for.  Podemos 
fazer do nosso corpo , modelando-o, tudo aquilo que queiramos que nele se desenvolva,  sem ser necessário frequentar ginásios ou academia

16/03/2015

I N S P E Ç Â O


Inspeção! Uma palavra antipática que desde a infância mexe comigo. E pela vida afóra nos lugares onde trabalhei ela, vez por outra surgia, de repente, causando, senão medo, uma certa apreensão. Na escola primária foi onde se inicou este meu trauma e apatia com este vocábulo. Então era assim: de repente entrava o Professor e dizia em voz comprometida e nervosa que nos preparássemos porque no dia seguinte viria um Inspetor! Era um tal de limpa aqui limpa ali arranja acolá, pondo tudo mais ou menos para uma boa impressão a causar ao tal Inspetor. O Inspetor chegava, muito simpático, muito de abraços com o professor, uns minutinhos de " papo -furado" entre os dois, um convite para o almoço sem sequer olhar para nós - a "canalhada" -quietinhos, silenciosos e expectantes. Saía o Inspetor sem sequer dizer adeus e eu ficava pensando o que é uma INSPEÇÃO..?
A vida foi correndo e quantas inspeções, do mesmo modo, eu presenciei!!!
E o que me deixa mais "cabreiro" contudo, é que atualmente, uma Inspeção é ainda igual aquelas Inspeções que eu presenciava na minha escola...
Só que não entendo nem nunca entendi porquê a Inspeção é previamente anunciada?!
Na foto, a Angela, devidamente inspecionada!

14/03/2015

Por vezes falo demais. E as palavras não dizem nada...



SONHOS


Por ela eu fiz tudo. Fui tudo. Mas um dia, já depois de tanta solidão e cansaço, embarquei numa jangada feita de penas tentando fugir, naufraguei.


E no meio do oceano,distante de qualquer ilha, numa visão estranha vi-a passar por perto e, na ultima esperança, estendi meu braço, quis gritar seu nome mas incrivelmente esqueci o nome dela.


Por sorte uma onda forte me arrastou até esta ilha deserta onde me encontro com a minha camisa esfarrapada pendurada ao vento numa cana de bambu!


Ontem encontrei aqui uma caixa enorme e no meio de muitas coisas estava este PC portátil novinho em folha e ligado à Net e é daqui que pude continuar o meu Blog...


Mas não vou mais fazer referências sobre ELA. Nunca mais!


Pela noite, suavemente, ouço a voz de uma sereia; mas ainda não descobri em que idioma ela fala. Quando tento me aproximar ela mergulha e apenas me deixa ver a sua cauda brilhando à luz prateada da lua que parece sorrir da minha aflição...



Fonseca Lima


AS MULHERES EM PERIGO



A humanidade atravessa um período de relevante mudança no âmbito sexual e não só!

Qualquer dia as farmácias já terão para venda certos orgãos do corpo humano

sobressalentes. É só chegar e pedir: eu quero um braço. Tem apenas que dizer se é o direito ou o esquerdo. Ou então eu quero um pénis e a farmaceutica apenas vai perguntar quais as dimensões. Outro virá que quer uma mulher e a farmaceutica pergunta se é só a mulher ou se quer levar também a sogra! Se a sogra for gostosa então venha também a sogra!

Mas deixemos esse raciocínio à Julio Verne e passemos ao que segue.

Na Suécia acaba de ser lançada no mercado uma boneca feita em silicone... em tamanhos de 1.5o a 1.75cm. A textura da pela detém aproximadamente 99,8% de semelhança com a pele humana; durabilidade de 2 anos sob regime de uso constante e diário; é completamente regulável, basta "colocar-lhe" na posição adequada e ela se acomoda.

Tem 100 sensores espalhados pelo corpo, 30 apenas nas zonas erógenas. Cada um dos sensores faz com que ela se movimente levemente de alguma forma, podem existir 20 combinações concomitantes.

Ao ser "utilizada", emite um som leve e macio que ecoa generosamente nos nossos ouvidos. Vem com sonorização embutida na garganta e reconhece até 16 comandos (Português está incluído) "extremamente personalizados" (máximo a 2 metros de

distância dos seus "ouvidos").

Quando existe algum tipo de pulsação dentro das suas zonas erógenas, emite leves gemidos de estimulos.

Além de tudo isso, "fica molhadinha" com facilidade...basta passar delicadamente os dedos sobre qualquer dos seus sensores.

E o mais importante, tem "senha de uso". (Pois nem neste caso, o homem gosta de ser

corno). Vem uma instrução na caixa sugerindo guardar a senha ou código, muito bem guardado. Pois o Ricardão sempre anda por perto...

Suas principais características: - 3 entradas operacionais (v. c. e b.) para um bom entendedor meia palavra basta. Neste caso uma letrinha basta. - Possibilidade de trocar de cabeça (para variar um pouco). - Pode escolher a altura ou peso 7 tamanhos disponíveis). - As medidas (quadris-peito, cor do cabelo ou dos pelos que podem ser até raspados), o tamanho das unhas e até a cor do baton podem ser

alterados.

Verdadeira sensação e só tem vantagens:

Não é elétrica (o que é um alívio. Já pensaram se na hora H dá um curto-circuito)?

Não fala. Não tem periodos menstruais. Não engravida. Não assiste novela na televisão. Não nos encomoda quando estamos vendo futebol na TV. Não compra roupas nem sapatos. Nem tem mãe (isso é muito importante). Não vai a salão de cabeleireiro. Não tem dor de cabeça. Não nos acompanha quando vamos para o bar com os amigos. Não engorda nem envelhece etc.

O único obstáculo é que esta beleza custa 4.200 EUROS!!!! Mas não cobra pensão alimentícia. Vale então a pena. SIMBORA

04/03/2015

http://youtu.be/i6q39XrB0-o

O Fado com todo o seu esplendor

 http://youtu.be/i6q39XrB0-o

26/02/2015

Um brasileiro em Lisboa. QUANDO O AMOR SE DIVIDE...texto de Danielle Gouveia



Valdeir estava há uma ano e meio em Lisboa. Arranjara emprego na restauração e uma bonita namorada - a Jaqueline - também ela vinda de alem-mar. Logo juntaram os trapinhos e encomendaram à cegonha um bebê para selar o amor.
Mas um fatídico dia a paz de Valdeir acabou. Era o telemóvel que trazia a notícia.
-Alô Valdeir, é a Clarineide, tô aqui no aeroporto amor, com a nossa filhinha Gaby.
Viemos passar o Natal com você!
-A quê? Quem? Claro...Não acredito! Que bom! Daqui a dez minutos estou aí!
E lá foi o infeliz buscar a mulher (sim, ele era casado e tinha 3 filhos) ao aeroporto. Deu um jeito de instalar provisoriamente a "outra" na casa de uma amiga e acolheu a familia legítima em casa. Mas, é claro, nada satisfeito.
-Doutor, quero tratar do meu divórcio e para facilitar o negócio, vou denunciar a Clarineide pro SEF. Tomara que levem o diabo da infeliz para bem longe de mim...
-Mas senhor Valdeir...coitada da sua esposa, para quê tomar uma atitude tão drástica?
O Doutor João Patricio da Silva Garrapachinho, nunca em 20 anos de advocacia tinha visto tanta frieza nos olhos de um individuo! Não hesitou em ligar à pobre mulher desamparada:
-Dona Clarineide, quero lhe ajudar, venha cá a meu escritório que vamos tratar da sua legalização no país!
E passou-se um ano...
Clarineide casou-se com o Dr. João, estão felizes e à espera do primeiro filho. Moram em uma belíssima vivenda em Cascais e planejam ir de férias ao Brasil no fim do ano.
Valdeir ainda está com Jaqueline, mas como as coisas não estão lá muito boas por aqui pensam juntar um dinheirinho para voltar para a terrinha!

D.G.

27/01/2015

Y U K O



Versão em Japonês

Ingkang paling ngagetne ing urip kanggo njaluk soko sing wis tau mbayangke. 
Lan paling nggumunake wong kita nimbang unattainable, katon ing gesang kita lan melu kita ing fascination meh bejat penggalihipun dhumateng lan passion 
iku nyengsarakke lan godhong irreversible scarring. 
Yuko dadi. 
Teka saka Jepang lan nyerahke kula expression wutuh saka katresnan toja libido ing fabulously ora dikarepke sadurunge nyeret lan murmurs. 
Yuko teka kula kaya kanggo ngirim pesen. A pesen khusus ... Yuko seda rong puluh taun mung. Dhateng kula pamit karo nggawe bisu. Kasepen banget roses sing exude gondho saka spring ing Taman saka Tokyo ... Aku tresna Sampéy
Ingkang paling ngagetne Uripがkanggo njaluk倉庫ウィスコンシン州タウmbayangkeを歌うる。
ウォン·北nimbang達成不可能、火遁のING歌の北の北LAN MELUる魅力MEH Bejat penggalihipun dhumatengのLAN情熱nggumunake蘭paling
IKU nyengsarakke LANは不可逆的な瘢痕化をgodhong 。
裕子大地。
ORA dikarepke sadurunge nyeretのLAN雑音途方る坂katresnanトハ性欲wutuhてかサカJepang LAN nyerahkeクラ表現。
裕子TEKAクラカヤkanggo ngirim pesen 。 puluhのTAUnを判別を栄pesen Khusus ...裕子SEDA 。 DhatengクラPamit KARO nggawe落ちきれなかった。 Kasepenのbangetのバラはタマン東京るgondho坂坂春...阿久Tresna Sampeyを発散歌う

M.Carlos

23/01/2015

SEMPRE ELA


 Este conflito etário, este desespero platónico  a rondar o concreto, esta luta de impulsos não tem fim enquanto durar o sonho...
Esse sonho do qual não ouso acordar.

Me acomodo à esperança de ao menos poder transmitir-lhe esta energia...

E fico escondido num cantinho vendo ela aparecer no meu Blogue para  certificar-se que eu ainda não me esqueci...
 E alegra-me ao menos saber  que o seu ego se satisfaz e enaltece com os meus sentimentos. 



Fonseca Lima



Blogger Leni Qinan disse...
Hola Manoel Carlos  Muy sensual y costumbrista, como todo lo que escribes. Me encanta y me transporta. XXX. Leni

15/12/2014

TALVEZ UM ANJO. MENSAGEM DE NATAL



A minha infância não foi das mais floridas e a carência de que fui vítima ainda sangra nas minhas lembranças.
A sensibilidade por tudo o que envolve problemas de crianças chega a causar-me as mais demoradas insónias.
Foi outro dia, quando me dirigia para o restaurante onde habitual
mente almoço, um menino de aspeto muito frágil, angelical, me abordou
puxando a minha mão. - Senhor, desculpe, poderá oferecer-me alguma coisa com que possa me alimentar? Estou com muita fome.
Fiquei gelado e por segundos me vi envolvido num temporal de revolta e quase gritei. Mas calei meu grito no próprio grito. E regressei da guerra.
Olhei - o meio desconfiado mas meus sentidos não me transmitiram nenhuma repulsa.
Algo de misterioso aquele menino expandia.
Suas roupas não estavam nem sujas nem rasgadas. Seu rosto era o de um
menino bem tratado e seus olhos eram os olhos de um anjo.
Seu sorriso foi o mesmo sorriso dos meninos que ganharam o presente mais ambicionado na Noite de Natal, quando o convidei para entrar e almoçar comigo.
Sentou-se à mesa na minha frente e sua postura era a de uma criança bem educada. A forma como se sentou, o gesto de abrir o guardanapo, o afastar dos talheres e depois em todos os pormenores que normalmente a etiqueta exige.
Minha curiosidade era tal que evitei fazer perguntas na expactativa de que ele iria dar razões plausíveis justificando sua indigência!
Assim aconteceu. Logo me sossegou o espírito falando de si próprio.
-Sabe. O Senhor sabe que. Desculpe posso saber o nome do senhor?
-Claro, que podes. Chamo-me José.
Abriu um sorriso encantador e continuou: - é o nome igual ao do meu pai. O meu pai também se chama José! Nem imagina como eu estou muito feliz, senhor José, mas mesmo muito contente por saber que ainda existem pessoas bondosas como o senhor e sensíveis às necessidades das crianças. Pensei que, por eu estar assim vestido, o senhor José não iria atender ao meu pedido, pois saiba que nem sempre só os esfarrapados sentem necessidades, tem muita gente por aí, de aspecto muito limpo e sabe Deus o que lhes vai na alma ou no corpo.
E continuou falando tão suave e doce que me transmitia uma sensação nunca experimentada, de paz, de felicidade. Aquela sensação que se experimenta quando tudo está bem na vida e nos encontramos de frente para a grandiosidade do mar, do infinito, ou no meio de um prado verdejante num dia ameno de Primavera!
Fiquei assim por uns instantes. 
Voltei a dormir e  no sono não vi mais o menino.

Texto de Manoel Carlos

08/12/2014

A GATA

Muito se tem falado e escrito sobre os gatos.  Esses felinos imprevisíveis em todos os seus gestos ou movimentos tão doces e meigos às vezes,  mas temíveis quando menos se conta. Por muito que se tente educar ou amestrar temos sempre que contar com sua arrogância , inesperada atitude e nos escudar de suas unhas incrivelmente  agressivas afiadas e certeiras. O bom é saber lidar convenientemente  com esses animais tão graciosos e companheiros, apesar de tudo.

Presentemente tenho uma gata da qual eu fui parteiro há dez anos. Desde o parto até hoje nunca deixei de lhe dar atenção, carinho e conforto.
Por causa disso pude travar com a bichana  uma forma inteligente e especial de comunicação. 
Consigo saber dela tudo que ela pretende. Quando quer comer ou beber, quando é necessário abrir porta ou janela, quando ela quer que eu a siga para a cama e quando ela quer se deitar nos meus joelhos para receber o mais ( para ela) apetecível "cafuné"
Por seu lado ela consegue captar todas as minhas reacções físicas agradáveis ou  não,  o que demonstra , por sua aproximação e miado aflito ou calmo,  conforme o estado  psíquico em que me encontre e a sensibilize, possivelmente.
Moro num quinto andar de um prédio de 12 e ela fica sempre atenta aos ruídos que vêm das escadas ou do elevador e por sua reacção já sei quem está chegando, principalmente se é o meu filho que por sinal nem lhe presta qualquer atenção.

Ela tem uma forte sensibilidade para a música. Tanto que quando eu toco na minha guitarra eléctrica, ela vem correndo, miando aflita, saltando para a minha cabeça impossibilitando de continuar tocando.

Como explicação dessa atitude o meu filho diz que eu toco tão mal que a própria gata entra em desespero e tenta agredir-me.

Fon
Much has been said and written about the cats. These unpredictable cats in every gesture or movement so sweet and gentle at times, but fearful when least account. However much you try to educate or amestrar we always have to rely on his arrogance, unexpected attitude and shield of their incredibly aggressive and correct, sharp nails. The good thing is to deal adequately with these animals so graceful and companions, after all.
Now have a cat of which I was a midwife for ten years. From birth until today never stopped giving him attention, warmth and comfort.
Because of this I could hang with the toggle chain a smart and special form of communication.
I can know it all she want. When you want to eat or drink when you need to open door or window, when she wants me to go to bed and when she wants to lie down on my knees to receive the most (for her) delicious "caress"
For its part it manages to capture all my pleasant physical reactions or not, which shows, by its approach and afflicted or quiet meow, as the mental state at which I am and to sensitize possibly.
I live in a fifth floor of a building 12 and she is always attentive to the noises coming from the stairs or the elevator and his reaction I know who is coming, especially if it's my son who by the way do not you pay any attention.

She has a strong sensitivity to the music. So much so that when I play on my guitar, she comes running, meowing afflicted by jumping into my head making it impossible to continue playing.

In explanation of this attitude my son says I play so badly that the very cat panics and tries to attack me.

Fon